GRANDES TÉCNICOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO (parte 3/3)

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MARTIM FRANCISCO RIBEIRO DE ANDRADA

Nasceu em Ouro Preto, MG (21/02/1928) e faleceu em Belo Horizonte, MG (22/06/1982).

Bacharel em direito e em psicologia, foi também professor de filosofia.

Visionário, inteligente, é considerado o inventor do sistema 4-2-4.

Alguns problemas pessoais fizeram sua carreira ser um tanto irregular.

Dirigiu o Villa Nova-MG (1951); Atlético Mineiro (1953/1954/1964); Vasco da Gama (1956-57/1960-61); Cruzeiro (1963); CRB-AL (1973); América-MG; América-RJ; Atlético Bilbao – Espanha; Bangu; Corinthians; Elche – Espanha; Gama-DF; Internacional; Porto – Portugal; Real Bétis – Espanha; Siderúrgica-MG; Valério-MG; Vitória de Setúbal – Portugal.

Títulos conquistados:

  • Villa Nova
  • – Mineiro (1951) 
  • Atlético Mineiro

– Mineiro (1953)

  • Vasco da Gama

– Carioca (1956)

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MURICY RAMALHO

Nasceu em São Paulo (30/11/1955).

Começou no futebol como jogador, foi meio-campista.

Metódico, duro, trabalhador, persistente e obcecado pelo futebol.

Foi escolhido o melhor técnico do futebol brasileiro em 2005, 2006, 2007 e 2008.

Encerrou a carreira de treinador em 2016 devido a problemas de saúde, tornou-se então comentarista esportivo.

Dirigiu o Puebla – México (1993); São Paulo (1994-97/2006-09/2013-15); Guarani (1997); Shanghai Shenhua – China (1998); Ituano (1999); Botafogo-SP (1999); Santa Cruz-PE (2000); Portuguesa Santista-SP (2000); Náutico (2001-02); Figueirense (2002); Internacional (2003/2004-05); São Caetano-SP (2004); Palmeiras (2009-10); Fluminense (2010-11); Santos (2011-13); Flamengo (2016).

Títulos conquistados:

  • São Paulo

– Copa Conmebol (1994)

– Brasileiro (2006, 2007 e 2008)

  • Shanghai Shenhua

– Copa da China (1998)

  • Náutico

– Pernambucano (2001 e 2002)

  • São Caetano

– Paulista (2004)

  • Internacional

– Gaúcho (2003 e 2005)

  • Fluminense

– Brasileiro (2010)

  • Santos

– Paulista (2011 e 2012)

– Taça Libertadores da América (2011)

– Recopa Sul-americana (2012)

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OTACÍLIO PIRES DE CAMARGO FILHO (CILINHO)

Nasceu em Campinas (09/02/1939).

Espirituoso, alegre, falante, grande defensor do futebol bem jogado, tinha grande preocupação com o aperfeiçoamento técnico dos atletas.

Cilinho foi um grande formador de talentos. Dirigiu o São Paulo de garotos, como Müller, Silas e outros, equipe esta que ficou conhecida como os “Menudos do Morumbi”.

Foi eleito o melhor técnico do Brasil em 1985.

Após terminar a carreira como técnico tornou-se coordenador de futebol.

Dirigiu a Ponte Preta (1969/1987); Portuguesa (1972); Sport (1973-74); XV de Jaú-SP (1982); São Paulo (1984-86/1987-89); Guarani (1989); Corinthians (1991); Bragantino (1994); São José-SP (1997); América-SP (1999); Etti Jundiaí-SP (2000); XV de Piracicaba.

Títulos conquistados:

  • São Paulo

– Paulista (1985 e 1987)

  • América (SP)

– Paulista – 2ª divisão (1999)

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OSWALDO BRANDÃO

Nasceu em Taquara, RS (18/09/1916) e faleceu em São Paulo, SP (29/07/1989).

Começou no futebol como jogador.

Carismático, disciplinador, exigente, excelente administrador e organizador. A estratégia não era seu forte, mas era um grande motivador. Considerado um verdadeiro paizão para os jogadores.

Iniciou a carreira de técnico nas categorias de base do Palmeiras em 1945. Encerrou a carreira nos gramados em 1986.

Dirigiu a Seleção em 32 jogos (22 vitórias, 6 empates e 4 derrotas). Foi técnico nos Jogos Olímpicos de 1976. Foi supervisor da Seleção Brasileira em 1968.

Dirigiu a Seleção Brasileira (1955-56/1957/1975-77); Palmeiras (1945/1947-48/1958-60/1972-75/1980); Santos (1948); Portuguesa (1951-52/1978-79); Linense-SP (1952); Corinthians (1954-57/1964-66/1968/1977-78/1980-81); Independiente – Argentina (1961/1967); São Paulo (1962-64); Peñarol – Uruguai (1969-70); Ponte Preta (1978); Cruzeiro (1984); Portuguesa Santista-SP; Coritiba; XV de Piracicaba-SP; Botafogo-SP; Vila Nova-GO.

Títulos conquistados:

  • Seleção Brasileira

– Taça do Atlântico (1976)

– Copa Roca (1976)

– Copa Rio Branco (1976)

– Copa Oswaldo Cruz (1976)

– Taça do Bicentenário dos EUA (1976)

  • Corinthians

– Torneio Rio-São Paulo (1953, 1954 e 1966)

– Paulista (1954 e 1977)

  • Palmeiras

– Paulista (1947, 1959, 1972 e 1974)

– Taça Brasil (1960)

– Brasileiro (1972 e 1973)

  • Independiente

– Argentino (1967)

  • São Paulo

– Paulista (1971)

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OTTO MARTINS GLÓRIA

Nasceu no Rio de Janeiro, RJ (09/01/1917) e faleceu 02/09/1986.

Começou no futebol como jogador, fora das quatro linhas começou como auxiliar técnico de Flávio Costa no Vasco da Gama.

Grande revolucionário nos aspectos táticos. Profundo conhecedor do futebol, disciplinador e polêmico. Buscava sempre um futebol ofensivo.

Dirigiu a Seleção de Portugal na Copa do Mundo de 1966, seleção que foi um dos destaques do torneio ficando em terceiro lugar.

Dirigiu a Seleção de Portugal (1966/1982-83); Seleção da Nigéria (1980-82); Botafogo (1948); Vasco da Gama (1951/1963/1979/1983); América-RJ (1952-53); Benfica (1954-59/1968-70); Belenenses – Portugal (1959-61); Sporting – Portugal (1961/1965-66); Olympique Marseille – França (1962); Porto – Portugal (1964-65); Atlético de Madrid – Espanha (1966-68); Grêmio (1971); Portuguesa (1973-75); Santos (1977); Monterrey – México (1978-79).

Títulos conquistados:

  • Botafogo

– Carioca (1948)

  • Portuguesa

– Paulista (1973)

  • Benfica

– Português (1955, 1957, 1968, 1969)

– Copa de Portugal (1955, 1957, 1959, 1969 e 1970)

  • Belenenses

– Copa de Portugal (1960)

  • Sporting

– Português (1966)

  • Nigéria

– Copa Africana de Nações (1980)

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“Quando o time ganha o técnico é bestial. Quando o time perde, o técnico é uma besta.”

.“Sem ovos não se faz omeletes.”

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RUBENS FRANCISCO MINELLI

Nasceu em São Paulo, SP (19/12/1928).

Começou no futebol como jogador.

Formado em economia, foi um dos grandes estrategistas do nosso futebol.

Chegou a ser injustiçado por praticar um futebol defensivo e preocupado somente com a força física, mas isso é uma inverdade, pois defendeu conceitos que se tornariam uma prática comum no futuro, como a marcação no campo do adversário. Soube observar que o condicionamento físico aliado a técnica poderia render bons frutos a sua equipe. Sua filosofia era de um futebol ofensivo, mas com responsabilidade e competitividade.

Um dos seus feitos impressionantes foi o título do campeonato gaúcho de 1974 pelo Internacional. Foram 18 vitórias em 18 jogos, 43 gols marcados e, impressionante, nenhum gol sofrido.

Após encerrar a carreira de técnico virou supervisor e coordenador de futebol.

Dirigiu a Seleção da Arábia Saudita; América-SP (1963); Sport (1966); Palmeiras (1969); Francana-SP (1973); Internacional (1974-76); São Paulo (1977-78); Grêmio (1985); Al Helal – Arábia Saudita (1987); Paraná Clube (1990/1993-97); Corinthians; Santos; Botafogo-SP; Portuguesa; Guarani; Ponte Preta; Rio Branco-SP; Rio Preto-SP; Ferroviária-SP; Atlético Mineiro e Coritiba.

Títulos conquistados:

  • América (SP)

– Paulista – 2ª divisão (1963)

  • Sport

– Pernambucano (1966)

  • Palmeiras

– Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1969)

  • Francana (SP)

– Paulista – 2ª divisão (1973)

  • Internacional

– Gaúcho (1974, 1975 e 1976)

– Brasileiro (1975 e 1976)

  • São Paulo

– Brasileiro (1977)

  • Grêmio

– Gaúcho (1985)

  • Al Helal

– Árabe (1987)

  • Paraná Clube

– Paranaense (1993, 1994 e 1997)

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TELÊ SANTANA SILVA

Nasceu em Itabirito, MG (26/07/1931) e faleceu em Belo Horizonte, MG (21/04/2006).

Começou no futebol como jogador, foi ponta-direita.

Perfeccionista, disciplinador, gênio forte, um dos maiores adeptos do futebol ofensivo e bem jogado, chegou a dizer que preferia ver seu time perder jogando bonito, a ganhar jogando feio. Essa filosofia ofensiva sempre causou polêmica no mundo do futebol, as críticas sempre vieram de pessoas sem coragem e que não queriam inovações no futebol.

Sempre se preocupou com o futuro dos atletas fora do campo, o que faziam, onde investiam seu dinheiro e outros.

Considerado por muitos o maior técnico da história do futebol brasileiro. Começou a carreira de técnico dirigindo os juvenis do Fluminense em 1968.

Técnico da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Dirigiu a Seleção em 51 jogos (36 vitórias, 10 empates e 5 derrotas).

Assumiu o São Paulo em 11 de outubro de 1990, após uma passagem frustrada pelo Palmeiras. Telê estava prestes a abandonar a carreira, mas começava no tricolor uma fase que seria denominada a “Era Telê”. Conquistou com o São Paulo todos os títulos possíveis para um clube de futebol, acabando com a fama de pé-frio que carregava após perder duas Copas. No início de 1996, Telê foi obrigado a abandonar o São Paulo devido a uma isquemia cerebral.

Assumiu o cargo de coordenador de futebol do América de Minas Gerais, enquanto esteve em cuidados médicos. Depois de praticamente um ano afastado do futebol, Telê tentou voltar ao Palmeiras como coordenador de futebol, mas a tentativa foi fracassada e o grande mestre, abandonou os gramados.

Foi eleito o melhor técnico do Brasil por seis vezes (1979, 1981, 1987, 1991, 1992 e 1993).

Dirigiu a Seleção Brasileira (1980-82/1985-86); Fluminense (1969-70/1989); Atlético Mineiro (1970-72/1973-75/1987-88); São Paulo (1973/1990-96); Botafogo (1976); Grêmio (1976-78); Palmeiras (1979-80/1990); Al Ahli – Arábia Saudita (1983-85); Flamengo (1988).

Títulos conquistados:

  • Fluminense

– Carioca (1969)

  • Atlético Mineiro

– Mineiro (1970 e 1988)

– Brasileiro (1971)

  • Grêmio

– Gaúcho (1977)

  • Al Ahli

– Copa do Rei (1983)

– Taça do Golfo Pérsico (1985)

– Copa da Ásia

  • São Paulo

– Paulista (1991 e 92)

– Brasileiro (1991)

– Taça Libertadores da América (1992 e 93)

– Mundial Interclubes (1992 e 93)

– Supercopa dos Campeões da Libertadores (1993)

– Recopa Sul-americana (1993 e 94)

– Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais (1995)

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“Disciplina é bom e eu gosto… Futebol é mais do que marcar o adversário e fazer gols; futebol é arte.”

(TELÊ SANTANA apud RIBEIRO, 2000, p. 312)

 

VANDERLEI LUXEMBURGO DA SILVA

Nasceu em Nova Iguaçu, RJ (10/05/1952).

Começou no futebol como jogador, foi lateral esquerdo.

Inteligente, astuto, trabalhador, consciente, motivador e estrategista. Um dos grandes técnicos no aspecto tático e motivacional na história do futebol brasileiro.

A carreira fora dos gramados começou como auxiliar técnico do Olaria (RJ).

Foi eleito o melhor técnico do Brasil em 1990 e 1994.

Comandou a Seleção Brasileira em 34 jogos (22 vitórias, 7 empates e 5 derrotas). Foi técnico nos Jogos Olímpicos de 2000.

Dirigiu a Seleção Brasileira (1998-2000); Campo Grande-RJ (1983); Rio Branco-ES (1983); Friburguense-RJ (1984); Democrata-MG (1985); Fluminense (1986/2013); América-RJ (1987); Bragantino (1988-90); Flamengo (1991/1995/2010-12/2014-15); Guarani (1991-92); Ponte Preta (1992-93); Palmeiras (1993-94/1996/2002/2008-09); Paraná Clube (1995); Santos (1997/2006-2007/2009); Corinthians (1998/2001); Cruzeiro (2002-04/2015); Real Madrid (2004-05); Atlético Mineiro (2010); Grêmio (2012-13); Tianjin Quanjian – China (2016); Sport (2017).

Títulos conquistados:

  • Seleção

– Copa América (1999)

– Pré-Olímpico (2000)

  • Rio Branco (ES)

– Capixaba (1983)

  • Bragantino

– Brasileiro – série B (1989)

– Paulista (1990)

  • Palmeiras

– Paulista (1993, 1994, 1996 e 2008)

– Brasileiro (1993 e 1994)

– Torneio Rio-São Paulo (1993)

  • Santos

– Torneio Rio-São Paulo (1997)

– Brasileiro (2004)

– Paulista (2006 e 2007)

  • Corinthians

– Brasileiro (1998)

– Paulista (2001)

  • Cruzeiro

– Mineiro (2003)

– Copa do Brasil (2003)

– Brasileiro (2003)

  • Atlético Mineiro

– Mineiro (2010)

  • Flamengo

– Carioca (2011)

  • Sport

– Pernambucano (2017)

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VICENTE ÍTALO FEOLA

Nasceu em São Paulo, SP (01/11/1909) e faleceu também na capital paulista (06/11/1975).

Começou no futebol como jogador.

Uma das figuras mais queridas do futebol brasileiro, extremamente afável, bonachão e amigo.

Foi uma espécie de faz-tudo no futebol, principalmente no São Paulo, onde exerceu várias funções. Foi um dos grandes pioneiros em diversas áreas.

Foi auxiliar de Flávio Costa durante a Copa do Mundo de 1950. Como técnico comandou o Brasil nas Copas de 1958 e 1966 e nos Jogos Olímpicos de Roma (1960) e Tóquio (1964), ficou fora do mundial de 1962 por ter adoecido pouco antes do torneio.

Comandou a Seleção em 74 jogos (54 vitórias, 12 empates e 8 derrotas).

Dirigiu a Seleção Brasileira (1955/1958-59/1960/1964-65/1966); Estudantes-SP; Sírio Libanês-SP; Portuguesa Santista-SP; São Paulo (1937-38/1939/1941-42/1947-50/1955-56/1959); Boca Juniors – Argentina (1961-62).

Títulos conquistados:

  • Seleção

– Copa do Mundo (1958)

– Taça Oswaldo Cruz (1958)

– Taça Bernardo O’Higgins (1959)

– Copa Roca (1960)

– Taça do Atlântico (1960)

  • São Paulo

– Paulista (1948, 1949 e 1956)

  • Boca Juniors

– Argentino (1961 e 1962)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSAF, Roberto. Banho de bola: os técnicos, as táticas e as estratégias que fizeram história no futebol. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002. 188 p.

BEBETO, José Roberto Gama de Oliveira; VALDANO, Jorge; COELHO, Paulo Vinicius. Futebol passo a passo: técnica, tática e estratégia. São Paulo: LANCE! Editorial, 2006.

DUARTE, Orlando. Todas as copas do mundo. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 1994. 584 p.

DUARTE, Orlando. Tática, esquemas e sistemas. São Paulo: UNIP, 2002.

NAPOLEÃO, Antonio Carlos; ASSAF, Roberto. Seleção Brasileira: 90 anos (1914 – 2004). Rio de Janeiro: Mauad, 2004. 375 p.

NORIEGA, Maurício. Os onze maiores técnicos do futebol brasileiro. São Paulo: Contexto, 2009. 255 p.

OSTERMANN, Ruy Carlos. Felipão: a alma do penta. 2. ed. Porto Alegre: Zero Hora, 2002.

PARREIRA, Carlos Alberto. Formando equipes vencedoras: lições de liderança e motivação: do esporte aos negócios. Carlos Alberto Parreira em depoimento a Ricardo Gonzalez. Rio de Janeiro: BestSeller, 2006b.

RIBEIRO, André. Fio de esperança: biografia de Telê Santana. Rio de Janeiro: Gryphus, 2000. 475 p.

SANTOS NETO, José Moraes dos. Visão do jogo: primórdios do futebol no Brasil. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. (Coleção Zona do Agrião).117 p.

Suplemento especial de ISTOÉ. Espanha 82: O Brasil e as Copas do Mundo. São Paulo: Caminho Editorial, 1982.

WIKIPÉDIA: A enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org>. Acesso em: 16 jul. 2017.

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Por Fabio Cunha
* Técnico de Futebol; Coordenador Técnico da A. D. Guarulhos; Professor da Faculdade de Educação Física da Unifieo; Mestre em Ciências do Movimento (UnG); Pós-graduado em Metodologia da Aprendizagem e Treinamento do Futebol (UGF); Pós-graduado em Psicologia Esportiva (UCB); Pós-graduado em Treinamento, Técnicas e Táticas Esportivas (Fac. Pitágoras) e Bacharel em Esporte com Habilitação em Treinamento em Futebol (USP). Autor dos livros: Torcidas no futebol: espetáculo ou vandalismo? e Técnico de futebol: a arte de comandar. Palestrante em cursos, seminários e congressos em todo o Brasil.

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